Sendo um mais recentes membros da comunidade LACS, a Santini tem vindo desde 1949 a oferecer “il gelati piu fini del mondo”. Com a abertura da Santini no LACS, falámos com Eduardo Santini, neto do fundador, e responsável por manter a qualidade desta clássica marca portuguesa.

O teu trabalho em três palavras?
Gelados, inovação e gestão.

A melhor coisa do teu trabalho?
A paixão.

Descreve um dia típico no trabalho?
Passo sempre as manhãs na produção, sou responsável pelos novos sabores e ingredientes. Nas tardes vou às lojas.

Ouves música enquanto trabalhas?
É mais quando vou no carro, oiço de tudo, gosto muito da Rádio Comercial e tenho umas listas de músicas que vou ligando ao rádio.

Qual tem sido a fórmula para o crescimento constante da Santini?
A expansão obedece à parte da qualidade, nós expandimos e abrimos lojas enquanto conseguirmos fazer o gelado como o meu avô fazia em 1949 quando abriu a loja do Tamariz. Enquanto isso se mantiver conseguimos ir abrindo mais pontos de venda e ir de encontro aos nossos clientes e amigos.

Se fizessem um sabor de gelado para o LACS o que seria?
Teria de ser algo muito inovador, fresco, bastante diferente e com muita fruta!

Quando eras criança o que querias ser?
Acho que sempre quis estar na loja, é típico das empresas familiares a pessoa que está predestinada a ficar com o negócio assumir o comando. Acho que está bem encaminhado face ao que eu queria ser.

O teu primeiro emprego?
Estou aqui há 25 ou 26 anos. Nas empresas familiares as pessoas que vão gerir começam sempre pelo posto mais baixo possível, comecei a lavar copos, a limpar o chão e as mesas.

Um conselho que darias ao teu eu mais novo?
Deixar fluir, o percurso é feito de experiências e com os erros que vamos cometendo, podia explicar como não cometer erros, mas eles fazem falta, acho que não diria nada…

Uma pessoa que te inspire?
Os meus pais e o meu avô. Para quem conseguiu em 1949 como o meu avô, com as dificuldades inerentes aquela época, fazer uma empresa destas, foi preciso muita garra. E os meus pais a mesma coisa, conseguiram no que o meu avô tinha deixado, manter e dar este seguimento.

Qual o segredo para o sucesso?
Para o nosso é manter as coisas como sempre estiveram, na parte da qualidade do produto e depois evoluir. É esta evolução na parte da gestão que nos trouxe onde estamos hoje em dia.

Conselhos para quem está agora a começar?
Eu tenho uma história empresarial muito particular, peguei numa coisa que já estava formada e tive a sorte de ter o meu avô e os meus pais que me iniciaram na Santini. É preciso ser perseverante e bom naquilo que se faz.

Locais favoritos em Lisboa?
Foi uma verdadeira surpresa quando me trouxeram aqui ao LACS, este canto próximo do rio tem o seu encanto. Tem o porto, os barcos, uma doca seca, é uma zona espectacular, tem o seu micro-clima, com muito calor, passou a ser a minha zona favorita em Lisboa.